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A brincar também se aprende...História
2007-01-25


Foi proposto aos alunos do 6º ano, turma B, que, apelando à sua imaginação e criatividade, realizassem uma viagem mental no tempo, recuando até ao dia 1 de Novembro de 1755, dia do terramoto que assolou o nosso país, e se comportassem como um qualquer outro habitante de Lisboa.

Este trabalho é o resultado de uma compilação construída a partir dos seus textos. Esperemos que gostem e se divirtam a lê-lo !

“Era um dia de chuva, o dia 1 de Novembro de 1755. Eram 9h e 30mn...Como era dia de Todos-os-Santos eu estava-me a preparar para ir à missa... e passear nos arredores da cidade... é de realçar que eu era muito católico, e estava com a farda do clero, a ler a Bíblia, quando de repente caiu-me a Bíblia da mão e eu disse:

- Mau, mau, mau, tenho que ver se me despacho a ir buscar o David, para irmos para o Tribunal da Inquisição.

Cheguei a casa dele e disse:

-“Tão” pá, “tás” despachado ?

De repente olhei para ele, e tinha um golpe na testa... e ele afirmou:

-Oh amigalhaço, estes tijolos estão “marados!

Quando ele acabou de dizer aquilo a terra começou a tremer e caiu-me a Bíblia
“o'tra” vez.

Fui ao palácio comprar um cavalo...então recomeçou tudo a tremer por todo o lado e vi toda a gente a correr na direcção do rio, e eu fui também. Pelo caminho caíam casas.

Fui a correr ver se via alguém que me ajudasse, e adivinhem lá quem vi ? o rei D. José I debaixo de uma mesa a fazer yoga de repente surgiu uma onda com uns trinta metros de altura. As pessoas tentavam salvar-se e diziam:

- Ai de mim ! Ai de mim!

- Eu vou morrer !

O cavalo correu mas a onda já estava próxima de nós...eu estava com a minha espada e matei um tubarão...comecei a revirar os olhos...e vi um cavalo marinho a bater noutro... vi um chupa-chupa, tirei-lhe o papel e pû-lo na boca... era de morango ! Fiquei com sede e bebi a água quase toda ...De repente, o Rei Mistério e os irmãos DX deram um murro no chão e abriu-se um buraco, e a água foi sugada lá para dentro, e no Verão aquilo fazia de piscina.

Eu fui o único sobrevivente desse trágico dia...distraído saltei para uma rampa e disse:

- É uma rampa para o Céu e para uma nova vida!

D. José I foi para a “Barraca Real”. Ficou lá até Lisboa ser reconstruída pelo Marquês de Pombal.

E viveram felizes para sempre !

Se quiserem saber realmente como tudo se passou, então valo a pena ler o relato da Renata:

“Era o dia 1 de Novembro de 1755. Estava eu a tomar o pequeno almoço para ir para a missa, pois era o dia de Todos-os-Santos, quando de repente senti a terra a tremer; era tudo muito intenso e só se ouviam coisas a partir. Estava muito assustada e não sabia o que fazer. Perguntei aos vizinhos o que se passava e eles disseram-me que era um terramoto.

Não sabia o que fazer estava horrorizada com o que estava a ver: os prédios e as casas a desmoronarem, pessoas a gritar:

- É o fim! o que será de nós ?

As pessoas que não foram esmagadas mortalmente pela queda dos edifícios, correram para a beira do rio a fim de se salvarem em coisas flutuantes, mas nessa mesma hora a água subiu e transformou-se numa onda gigante, ou seja, num maremoto, e todas essas pessoas morreram afogadas.

Este terramoto foi tão forte que chegou a atingir Setúbal e o Algarve. Só me salvei porque corri para os largos da cidade.

Morreram cerca de 10 000 pessoas, perderam-se muitos objectos valiosos, como quadros, peças de ouro e prata, e livros manuscritos. Lisboa ficou muito destruída.”

Alunos 6º B

 

 

 

 
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